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Sussa do Sítio Histórico Kalunga - Vão do Moleque e Vão de Almas

Para seu povo, Kalunga significa “lugar sagrado que não pode pertencer a uma só pessoa ou família” e “lugar onde nunca seca, arável, sendo bom para as horas de dificuldade”. Os kalungas chegaram onde agora é tombado como Sítio Histórico e Patrimônio Cultural – pela lei estadual 11.409, de 21 de janeiro de 1991 – em meados do século 18, quando o estado passava por seu período de colonização, marcado pelo garimpo de ouro e cristal de rocha. Os africanos e seus descendentes criaram um refúgio naquele espaço, protegido por serras, rios e vãos, lutando contra aqueles que os queriam como escravos, mãos-de-obra fortes e baratas, para a construção de um patrimônio que formou o Brasil e a realidade que conhecemos hoje. O quilombo remanescente Kalunga ocupa 237 mil hectares de cerrado e abriga mais de 4 mil pessoas – em território, é o maior do país. É formado por quatro comunidades – Contenda, Vão de Almas, Vão do Moleque e Ribeirão de Bois –, localizadas nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás e integradas por pequenos povoados, como o da Barra, Engenho, Riachão e Ema.

A Sussa (Súcia) ou Tambor é o ritmo que domina as festas kalungas. Pela tradição, é considerada uma dança sagrada para pagar promessas e como pedido para que a lavoura seja próspera. O ritmo é acompanhado pelo som dos tambores e por ritos complexos, com simbolismos como o reinado do imperador, a coroa, a corte em procissão, o mastro, as bandeiras, as espadas, o terço com as ladainhas das rezadeiras, os foguetes e outros motivos folclórico-emblemáticos.

Considerando o sincretismo religioso que caracteriza a cultura brasileira, as festas kalungas correspondem, em sentido amplo, às folias de santos católicos, mesmo que alguns não constem no calendário litúrgico da Igreja, como São Gonçalo. Elas acontecem anualmente nos dias 15 de agosto (Vão do Moleque) e 15 de setembro (Vão de Almas).

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